Política 31 de agosto de 2026
Embaixadora Sacko advoga eficácia dos mecanismos
A embaixadora de Angola na Itália, Josefa Sacko, defendeu, domingo, em Luanda, a criação e o reforço de mecanismos apropriados para a prevenção e resolução dos conflitos em África, como condição para garantir a paz e acelerar o desenvolvimento do continente.

A diplomata, que falava à imprensa no final da 21.ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, considerou a paz fundamental para a implementação da Agenda 2063 da UA.
“O que queremos é a paz no nosso continente para podermos levar a cabo a implementação da Agenda 2063 da União Africana”, afirmou.
Josefa Sacko salientou que África enfrenta vários desafios económicos e de desenvolvimento, alertando que a ausência de mecanismos eficazes para a prevenção e resolução de conflitos pode dificultar os esforços dos países africanos para superar o subdesenvolvimento e alcançar um desenvolvimento sustentável.
“Temos muitos desafios, tanto em termos económicos como de desenvolvimento. E, se não tivermos mecanismos apropriados para a prevenção e resolução dos conflitos, continuaremos onde estamos hoje: com países subdesenvolvidos e com enormes dificuldades para alcançar o desenvolvimento sustentável”, sublinhou Josefa Sacko.
A candidata ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destacou, igualmente, a necessidade de os Estados africanos avançarem para a implementação efectiva das decisões adoptadas pelos Chefes de Estado e de Governo, tendo em conta o impacto dos conflitos sobre as populações e a sociedade civil.
Para Josefa Sacko, a adopção de instrumentos concretos de prevenção e resolução de conflitos permitirá ao continente criar condições para um futuro de maior estabilidade, desenvolvimento e prosperidade para as novas gerações.
Papel do Chefe de Estado
A diplomata destacou o papel do Chefe de Estado angolano, enquanto Campeão para a Paz e Reconciliação em África, na promoção da iniciativa que visa estabelecer mecanismos adequados, plano de acção e formas eficazes de acompanhar e responder aos conflitos que afectam o continente africano.
“É muito importante felicitar as autoridades e o Executivo, na pessoa do Presidente João Lourenço, por esta iniciativa, enquanto Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação, de promover a organização deste processo, com o objectivo de estabelecermos mecanismos adequados, um plano de acção e formas eficazes de acompanhar e responder aos conflitos que afectam o nosso continente”, disse a diplomata.
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